Home / Cartão de Crédito / Cartão: Qual Dá Mais Dinheiro?

Cartão: Qual Dá Mais Dinheiro?

Fala, pessoal! Sejam muito bem-vindos ao nosso espaço onde a gente descomplica as finanças e te ajuda a tomar as melhores decisões com o seu dinheiro. Hoje, a gente vai encarar um dilema que tira o sono de muita gente que busca aproveitar ao máximo os gastos no cartão de crédito: Cashback, Pontos ou Milhas? Qual vale mais a pena? Esta é, de longe, uma das perguntas mais frequentes que recebemos. A verdade é que a resposta não é um “simples” A, B ou C. Porque a escolha certa depende diretamente do seu perfil de consumo, dos seus objetivos financeiros e, principalmente, da sua disciplina em usar o cartão de forma inteligente.

Então, prepare-se, porque vamos detalhar cada um desses benefícios, explorar as vantagens e desvantagens, e te mostrar como calcular qual opção realmente te traz o maior retorno. Afinal, usar o cartão é inevitável para muitos, portanto, transformá-lo em uma fonte de benefícios é o objetivo principal.

Cashback: Dinheiro de Volta, Simples Assim

O cashback, ou “dinheiro de volta” na tradução literal, é, sem dúvida, o benefício mais direto e fácil de entender. Basicamente, a cada compra que você faz com o cartão, uma porcentagem do valor gasto retorna para você. Esse retorno pode vir na forma de crédito na sua próxima fatura, depósito direto na sua conta bancária ou em uma conta digital parceira.

As Vantagens do Cashback

Primeiramente, a principal vantagem do cashback reside na sua simplicidade. Ou seja, você gasta R$ 1.000,00 em um cartão que oferece 1% de cashback, e R$ 10,00 voltam para você. Assim, o benefício é imediato e tangível. Além disso, o valor devolvido geralmente oferece uma liberdade total de uso. Por exemplo, se você recebe R$ 50,00 de cashback, você usa esse dinheiro para o que quiser: pagar uma conta, investir, ou comprar algo que você queira. Nesse sentido, ele não te prende a programas de fidelidade, a plataformas de viagens específicas ou a produtos de um catálogo.

Outra coisa, dessa forma, o cashback funciona como um desconto pós-compra. Portanto, para quem tem uma vida financeira mais “pé no chão” e não costuma viajar muito, ele se apresenta como a opção mais sensata. Frequentemente, os cartões de entrada e intermediários oferecem esse benefício, entretanto, alguns cartões premium também aderiram ao cashback com percentuais bem atrativos, chegando a 2% ou até mais em categorias específicas de gastos.

As Desvantagens do Cashback

Apesar de ser um benefício maravilhoso, o cashback possui algumas limitações. Geralmente, as taxas de retorno não são elevadíssimas. Consequentemente, para juntar uma quantia significativa de dinheiro, você precisa ter um volume de gastos bem alto. Por exemplo, se você gasta R$ 2.000,00 por mês, 1% de cashback resulta em apenas R$ 20,00. Assim sendo, em comparação com a conversão em milhas, muitas vezes o retorno financeiro pode ser inferior, especialmente se você souber maximizar o valor das milhas.

Além disso, você precisa sempre verificar se o valor do cashback está condicionado a algum teto de gastos ou se é aplicado a todas as compras. Às vezes, o benefício é maior somente em sites ou lojas parceiras, o que limita a sua liberdade de compra. Portanto, a facilidade do cashback pode, em alguns casos, ser compensada por um retorno menor em comparação com os outros modelos.

Pontos: Flexibilidade e Catálogos de Recompensas

Os pontos funcionam como uma moeda virtual dentro de um programa de fidelidade específico (como Livelo, Esfera, iupp, etc.). Frequentemente, o cartão de crédito atrela os gastos a esses programas, onde cada dólar ou real gasto se converte em uma determinada quantidade de pontos.

A Força da Flexibilidade

Em primeiro lugar, a grande vantagem dos pontos é a flexibilidade na sua utilização. Isso ocorre porque a maioria dos programas permite que você use esses pontos em um vasto catálogo de produtos, experiências (jantares, shows, ingressos), serviços e, o mais importante, na transferência para programas de milhas aéreas.

Por conseguinte, os pontos se tornam uma ponte entre o gasto no cartão e a recompensa final, proporcionando ao usuário a chance de escolher o que tem mais valor para ele naquele momento. Se, por acaso, você precisa de um eletrônico novo, você usa os pontos para isso. Se, no entanto, o seu foco é viajar, você transfere esses pontos e os transforma em milhas. Dessa forma, o poder de escolha está nas suas mãos.

Ademais, a mágica dos pontos acontece justamente nas promoções de transferência bonificada. Isto é, a chance de converter 1 ponto em 2 ou até 3 milhas aéreas em períodos de promoção. Neste caso, a valorização do seu gasto pode ser exponencial, consequentemente, superando de longe o retorno de um cartão de cashback. Assim, um bom planner de finanças sempre guarda seus pontos esperando a “promoção da virada”.

O Desafio da Gestão e o Risco de Validade

Apesar de todo o potencial de valorização, os pontos trazem consigo o desafio da gestão. Em primeiro lugar, você precisa sempre ficar atento à validade dos pontos. Geralmente, eles valem por 2, 3 ou 4 anos, portanto, se você não usá-los, eles simplesmente expiram, e o seu gasto vai para o lixo.

Além disso, o valor do ponto para a compra de produtos no catálogo nem sempre é vantajoso. Muitas vezes, você encontra o mesmo item mais barato pagando em dinheiro em uma loja do que usando os pontos do programa. Por isso, a melhor estratégia para pontos é quase sempre transformá-los em milhas em momentos de alta bonificação. Consequentemente, o usuário precisa ser ativo e proativo, acompanhando as promoções e fazendo os cálculos de conversão. Portanto, se você é uma pessoa que não gosta de gerenciar contas e datas, os pontos podem ser um tiro no pé.

Milhas Aéreas: O Passaporte para Viagens Baratas

As milhas aéreas são, essencialmente, a moeda dos programas de fidelidade das companhias aéreas (Latam Pass, Smiles, TudoAzul, etc.). Geralmente, elas se originam da compra direta de passagens aéreas ou da transferência dos pontos acumulados no seu cartão de crédito.

O Poder da Viagem e a Alta Valorização

Certamente, o grande atrativo das milhas é a possibilidade de viajar pagando pouco ou, em alguns casos, viajar de graça. Afinal, uma viagem internacional que custaria milhares de reais pode ser comprada por uma fração do preço em milhas. Dessa forma, para o viajante frequente ou para quem tem o sonho de conhecer o mundo, as milhas oferecem o maior retorno possível sobre o gasto no cartão.

Outra coisa importantíssima, as milhas também podem se tornar uma fonte de renda extra para quem não viaja. Ou seja, é possível vendê-las em plataformas especializadas (como a HotMilhas ou a MaxMilhas). Assim sendo, o valor de venda de 1.000 milhas pode variar, entretanto, em bons momentos de mercado, a conversão do seu gasto em milhas para depois vendê-las pode superar o cashback direto. Portanto, as milhas são a opção com o maior potencial de valorização, principalmente quando originadas de promoções de transferência bonificada a partir dos seus pontos.

Contudo, para quem usa o cartão de crédito como uma ferramenta de planejamento financeiro, o acúmulo de milhas se mostra a estratégia mais sofisticada. Isto é, você transforma um gasto rotineiro (supermercado, contas, etc.) em um ativo de alto valor (a passagem aérea ou o dinheiro da venda).

Os Riscos e a Complexidade das Milhas

No entanto, o mundo das milhas é de longe o mais complexo. Primeiramente, as milhas possuem um prazo de validade curto, muitas vezes de apenas 2 anos. Consequentemente, o risco de perdê-las é alto se você não tiver planos de viagem ou venda. Além disso, o valor da milha é extremamente volátil, porque ele depende da oferta e procura no mercado de passagens e, também, da cotação de venda nas plataformas.

Outro ponto, a emissão de passagens por milhas é muitas vezes mais difícil do que parece. Geralmente, as companhias aéreas liberam poucas passagens promocionais com milhas, portanto, o viajante precisa ser flexível com as datas e rápido na reserva. Por fim, o milheiro (o valor de 1.000 milhas) nas companhias aéreas pode ser alto na compra direta, por isso, a forma mais inteligente de consegui-las é sempre através dos pontos do cartão de crédito. Assim, a estratégia exige conhecimento, paciência e planejamento.

O Cálculo da Escolha: Quando Cada Um Vale Mais a Pena

Agora, a gente chega no ponto crucial: como eu sei qual vale mais a pena para mim? A resposta, como já dissemos, está no seu perfil. Portanto, faça a si mesmo as seguintes perguntas:

1. O Seu Foco é Simplicidade e Liquidez?

Se a sua prioridade é ter o dinheiro disponível agora, sem complicação de programa de fidelidade, sem validade para se preocupar e sem a necessidade de acompanhar promoções, o CASHBACK é a sua melhor escolha. Ele é perfeito para quem tem um volume de gastos moderado e apenas quer uma pequena redução na fatura, sem a intenção de viajar. Além disso, o cashback funciona como um investimento de curtíssimo prazo.

2. Você é Organizado e Busca Valorização?

Se você é organizado, acompanha promoções e tem disciplina para acumular seus benefícios esperando o momento certo, o sistema de PONTOS (para converter em milhas) ou o acúmulo direto de MILHAS serão muito mais vantajosos. Neste caso, você precisa calcular o valor de 1.000 pontos/milhas (o milheiro) na transferência ou na venda. Por exemplo, se R$ 100 gastos te dão 100 pontos, e você os transforma em 200 milhas numa promoção, e depois vende as 200 milhas por R$ 8,00, o seu retorno foi de 8%. Consequentemente, ele é muito maior do que o cashback de 1% ou 2%. Portanto, este caminho é para o expert em finanças e viagens.

3. Qual o Seu Volume de Gasto?

Abaixo de R$ 3.000 por mês no cartão, o CASHBACK é, muitas vezes, o mais prático e o que oferece o retorno mais imediato para o seu dia a dia. Porque o acúmulo de pontos/milhas será lento e não te dará uma quantidade suficiente para uma viagem significativa ou uma boa venda em um prazo curto.

Acima de R$ 3.000 por mês, então, os PONTOS e as MILHAS começam a se tornar extremamente atrativos. Neste nível de gasto, o potencial de valorização nas transferências bonificadas compensa de longe a complexidade da gestão, visto que você conseguirá acumular milhas suficientes para uma viagem por ano ou para fazer vendas regulares.

Estratégia Vencedora: O Poder do Mix

Entretanto, o segredo do sucesso financeiro no uso de cartões não está em escolher um e abandonar os outros. Pelo contrário, a estratégia mais inteligente envolve o uso de dois ou mais cartões com benefícios diferentes, alinhando cada um a um tipo de gasto.

Portanto, você pode ter um cartão de CASHBACK para os gastos do dia a dia, como supermercado e combustível, porque você quer a simplicidade e o retorno imediato. Ao mesmo tempo, você pode ter um cartão de PONTOS para as compras maiores e planejadas (viagens, eletrônicos), porque você quer acumular para depois transferir em uma grande promoção de milhas. Dessa forma, você garante o melhor dos dois mundos.

Em suma, não existe o melhor cartão, mas sim o melhor cartão para você. Por conseguinte, a sua escolha deve refletir o seu estilo de vida: se você viaja, foque em milhas; se você quer simplicidade e dinheiro no bolso, vá de cashback. Assim, o seu cartão de crédito se tornará um verdadeiro aliado na sua jornada financeira.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *